é bom ter para onde voltar,
sozinha magoada e confusa, tem como ser anonimo? não preciso dizer meu nome? tá, tá bom, obrigada. mas no fundo sempre tem como saber, sempre tem como ridicularizar e dizer hahaha, com seus perfis de facebook estampados nas rodas sociais, fisicas, eu diria mas nem importa mais... qual a diferença? e se não tem diferença: um retorno aos sustentáculos do web-corpo, anonimo - ou como seria se fosse.
nós todos crescemos e as angustias continuam as mesmas e o aperto no peito, o frio nos ossos e essa dorzinha insistente no pé do pescoço dizendo "não, você não está bem". ninguem está bem, são muitos agrotóxicos, muito mijo no ar, muita poeira na mesa, sempre, pêlos e pêlos em revoada pela sala e os gatos miam encolhidos, agonizando de tédio no cárcere do apartamento.
e o cárcere da minha vida cada vez mais fundo. e os nós vão ficando mais fortes e as cordas mais apertadas, porque não transformar tudo numa versão chechelenta de bdsm? ficaria bem mais sexy, pelo menos.
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